Professor da UFPR brilha nas Paralimpíadas Universitárias com três ouros no atletismo

Professor e também estudante na UFPR, o atleta conquistou as medalhas e quebrou recordes pessoais

O professor Leonardo Fagundes Rosemback Miranda, do curso de Engenharia Civil da Universidade Federal do Paraná (UFPR), teve muito o que celebrar na última semana. Estudante de Educação Física, também na UFPR, o docente representou a instituição nas Paralimpíadas Universitárias e conquistou a medalha de ouro em todas as modalidades que disputou.

A competição foi realizada entre os dias 2 e 5 de outubro no Comitê Paralímpico Brasileiro, em São Paulo. Leonardo participou de uma das provas de atletismo da classe T72, chamada frame running. Nesta modalidade, os paratletas utilizam um equipamento chamado petra, popularmente conhecido no Brasil como frame runner.

O professor participou da competição acompanhado pela staff, Vanessa Vogt Miranda, que é sua e também estudante do curso de Educação Física da UFPR. O staff auxilia os atletas no deslocamento, montagem e regulagem do equipamento, posicionamento do bloco de partida na largada, entre outras funções. 

Três ouros e recordes pessoais

O frame running é um esporte adaptado do atletismo que mistura características de uma bicicleta e um andador, onde o atleta impulsiona o triciclo com os pés no chão, utilizando um encosto peitoral para apoio.

Leonardo competiu em três provas – 100m, 200m e 400m – e conquistou o ouro em todas, com tempos de 17,42s, 35,60s e 1min13,92s, respectivamente. Ele ainda conseguiu superar suas próprias marcas nos 100m e 400m, chegando a realizar um tempo abaixo do recorde mundial na última prova. Entretanto, as provas desta competição não têm homologação para recordes internacionais.

Atualmente, o professor está treinando três vezes por semana na pista de atletismo da UFPR. A universidade fechou parceria com o Centro de Referência do Comitê paralímpico de Curitiba, que participa de algumas atividades semanalmente com o atleta.

Leonardo conta como foi a experiência de receber os três ouros e representar a UFPR, onde ele é aluno e professor:

“Eu me orgulho muito dessa conquista. Ela agrupa conhecimentos multidisciplinares, com dedicação física e mental. Física pelos treinos realizados normalmente na pista de atletismo da UFPR, e mental pelos conhecimentos que eu adquiri como professor e como aluno do curso de Educação Física e, também, pelo desenvolvimento de um projeto de pesquisa voltado para tecnologia assistiva”, afirma. “Eu me orgulho bastante de ter representado a UFPR porque, além do conhecimento, ela tem me permitido realizar os treinos na pista, e isso tem me ajudado bastante, não só na recuperação física, como também no esporte, pois eu tenho reduzido meus tempos nas provas”.

Em dezembro de 2017, Leonardo sofreu um acidente que comprometeu alguns movimentos, a sensibilidade e parte da visão. Por volta de 2020, ele conheceu a petra, e com os bons resultados nos campeonatos regionais, teve convovações pelo Comitê Paralímpico Brasileiro para representar o país em competições internacionais.

O equipamento utilizado pelo professor, a petra, foi desenvolvido pelo projeto Papa-Léguas, do Instituto Federal do Paraná (IFPR). Coordenado por Vanessa Voght, a iniciativa desenvolve equipamentos para pessoas com mobilidade reduzidas.

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